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Casa Lar abriga em Irati crianças que esperam ser adotadas

Publicado por Sergio Popo - 5 de abril de 2012 | quinta-feira, abril 05, 2012

Na cidade, poucas crianças tem necessitado este abrigo enquanto aguardam uma nova família

 Do: Jornal Hoje Centro Sul - Texto: Mariana Galvão Noronha

O município conta atualmente com duas entidades para abrigamento de crianças em situação de risco, num padrão bem diferente dos antigos orfanatos, onde permanecem crianças que estão temporariamente afastadas da família e outras que aguardam por uma adoção. No total, a Cidade da Criança e a Casa Lar Arcanjo Gabriel contam com 28 crianças institucionalizadas. Entram também nesta contagem as crianças da Casa Lar São José, no município de Inácio Martins. Apenas oito deste número total de crianças e adolescentes estão aptos para adoção.

A técnica de secretaria da Vara Criminal, Família e Infância e Juventude de Irati, Zenaide Aparecida Jucki Alessi, explica que a institucionalização é a última medida tomada. Quando é constatado que uma criança se encontra em situação de risco, como por exemplo, com pais alcoólatras, situação de abandono ou maus tratos, o Conselho Tutelar, em parceria coma Secretaria de Bem Estar Social prestam um atendimento à família, na tentativa de encontrar meios de que a criança continua na família. A criança somente é abrigada em caso extremo.

A Vara da Infância e Juventude é onde os processos de todas as crianças e adolescentes acolhidos pelas instituições fiam tramitando. Quando não existem mais chances de a criança ser reinserida no seio familiar, ela permanece na instituição, até que uma sentença de destituição do poder familiar seja julgada. Neste meio tempo, são realizados os primeiros contatos com pessoas interessadas na adoção. Inicialmente, é procurado no cadastro da Comarca, respeitando a fila de adoção. Caso não se encontrem interessados na região, então é consultado o Cadastro Nacional de Adoção.

Todo o processo leva tempo, por maior que seja o interesse da pessoa em adotar. Primeiramente, é realizada uma aproximação com a criança, para depois entrar com o processo de adoção. O juiz defere inicialmente pela guarda provisória, estabelecendo um período de convivência de 03 a 06 meses. Zenaide ainda explica que é incomum a não adaptação das crianças.

“São raros os caso de crianças que foram desabrigadas com guarda provisória para fins de adoção e tiveram que retornar ao abrigo, por falta de adaptação. Por isso é obrigatório a participação aos grupos de preparação psicossocial e jurídica para fins de adoção, pelas pessoas que optam pelo cadastro de habitação à adoção”. Dentro das entidades, as crianças passam por um acompanhamento psicológico. O perfil dos abrigados é bastante variado. Já foram acolhidas recém-nascidas e outras crianças chegaram a completar a maioridade dentro da instituição. Atualmente, a Vara da Infância e Juventude possui um cadastro com 51 pessoas ou casais habilitados à adoção. A grande maioria tem preferência por crianças recém-nascidas, do sexo feminino com até três anos. A partir dos 07 anos de idade, já se torna mais difícil encontrar adotantes.

Uma pesquisa realizada pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional do Estado de São Paulo (Cejai) em 2009, revelou que os estrangeiros são bem mais flexíveis quanto as características da criança a ser adotada. De todos os pedidos de adoção internacional realizados no período analisado, quase 84% dele eram indiferentes quanto a cor da pele e 53% dele acabaram aumenta a disponibilidade para crianças que possuíam uma idade superior a inicialmente apontada. Um alto índice, 96%, dos candidatos à adotantes manifestaram a disponibilidade pela adoção de crianças e adolescentes que foram vitimizados. Quanto ao sexo, quase a totalidade, cerca de 93%, de mostraram indiferentes, enquanto apenas 5,85% apontaram a preferência por meninas.

O Cadastro Nacional de Adoção (CNA)

O CNA é uma ferramenta que foi desenvolvida em 2008 para ajudar os juízes das varas de infância e juventude a conduzirem os procedimentos de adoção. Tem o objetivo de agilizar o processo de adoção através de um mapeamento com informações unificadas. Um levantamento do Cadastro Nacional de Adoções, em 2010, informou que o país contava com mais de 27 mil pessoas dispostas a adotar, enquanto que o número de crianças que aguardam uma adoção era bem menor: 4.985. A proposta do CNA é facilitar o cruzamento de dados, relacionando a preferência dos pretendentes e o perfil das crianças, de forma a acelerar o procedimento. O levantamento também indicou outros dados: quanto à idade, a maioria dos pretendentes se concentra no grupo entre 41 a 50 anos, seguido pelo de 31 a 40 anos. Na sequencia, são os que têm entre 51 e 60 anos. Do total de pretendentes, cerca de 2.500 já possuíam outros filhos adotivos.


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